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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Programação para o mês de agosto/12

 Neste mês em que se comemora o Dia do Folclore, a Biblioteca irá homenagear o estado de Pernambuco.



Sigla: PE

Capital: Recife

Região: Nordeste

População: 8 milhões de habitantes
Área: 101 mil Km2

Quem nasce no estado de Pernambuco é...

Pernambucano

Não pode faltar na mala

Roupas leves, protetor solar e câmera fotográfica, para registrar tudo. O sertão é atingido pela seca do clima semi-árido. No litoral costuma chover no verão.

O que vemos pelo caminho

Praias belíssimas. Mangue na planície litorânea. Floresta tropical. Muita seca e vegetações típicas da caatinga no sertão e agreste nordestino.

Não deixe de visitar

As belas praias de Porto de Galinhas, Boa Viagem e Tamandaré. A arquitetura colonial de Olinda. A capital Recife. Fernando de Noronha, os golfinhos e sua natureza mundialmente famosa.

Para se divertir

A festa junina de Caruaru, o carnaval de Olinda e Recife e o frevo que anima milhares de foliões. O mangue beat. A encenação de Paixão de Cristo em Nova Jerusalém.

O que fazem por lá

O turismo é importante fonte de renda. Plantam mandioca, feijão, cana-de-açúcar, milho, flores e frutas. O artesanato também contribui com a economia. Possuem rebanhos de bovinos e caprinos.

Fique por dentro

Você sabe quem foi Lampião? Foi o "Rei do Cangaço", ele e seus seguidores frente à miséria e desigualdades do sertão lutavam pela sobrevivência. Iam contra os ricos e poderosos, invadiam fazendas, roubavam e dividiam os lucros. Junto com Maria Bonita formou um casal lendário.



Mostra de Livros do escritor pernambucano Nelson Rodrigues
Homenagem ao centenário de nascimento

Nelson Falcão Rodrigues nasceu no Recife, em 23 de agosto de 1912, o quinto filho de uma família de catorze. Quando tinha três anos, seu pai, Mário Rodrigues, foi tentar a sorte no Rio de Janeiro, capital da República. O combinado era que tão logo encontrasse trabalho, chamava a família para ir a seu encontro. Maria Esther, sua esposa, não agüentou esperar. Em 1916, empenhou as jóias e mandou um telegrama para o marido, já avisando do embarque naquele mesmo dia. Nelson conta, nas "Memórias" publicadas no "Correio da Manhã", que se não fosse a atitude da mãe, o pai jamais teria permanecido no Rio.



Mostra de Livros do escritor pernambucano Gilberto Freyre

Sociólogo, antropólogo e escritor, Gilberto de Mello Freyre nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 15 de março de 1900, na antiga Estrada dos Aflitos (atual Avenida Rosa e Silva), filho do professor e juiz de direito Alfredo Freyre e de Francisca de Mello Freyre.

Considerado um pioneiro da Sociologia no Brasil, foi um dos idealizadores do I Congresso Brasileiro de Regionalismo, do qual resultou a publicação Manifesto regionalista de 1926, contrário à Semana de Arte Moderna de 1922 e valorizando o regionalismo nordestino em confronto com as manifestações da "cultura européia".

Em 1933, publicou seu livro mais conhecido Casa-grande & senzala, que iria depois ser publicado por vários países como Argentina (1942); Estados Unidos (1946); França (1952); Portugal (1957); Alemanha e Itália (1965); Venezuela (1977); Hungria e Polônia (1985), entre outros.


Neste ano também comemoramos mais um centenário de um pernambucano

13/12/1912 - 02/08/1989

Maior responsável pela divulgação da música nordestina no resto do Brasil, Luiz Gonzaga nasceu na Fazenda Caiçara, em Exu (PE).Filho de um lavrador e sanfoneiro, desde criança se interessou pela sanfona de oito baixos do pai, a quem ajudava tocando zabumba e cantando em festas religiosas e forrós.

Saiu de casa em 1930 para servir o exército como voluntário. Viajou pelo Brasil como corneteiro, tendo baixa em 1939. Resolveu ficar no Rio de Janeiro, com uma sanfona recém-comprada. Passa então a se apresentar em ruas, bares e mangues, tocando boleros, valsas, canções, tangos.

Em 1943 apresenta-se vestido a caráter como nordestino, com bastante êxito. Seu maior sucesso, "Asa Branca" (com Humberto Teixeira), foi gravado em 1947 e regravado inúmeras vezes por diversos artistas até hoje. Trabalhou na Rádio Nacional e até cerca de 1954 teve seu auge de popularidade, um sucesso avassalador que lançou a moda do baião e do acordeom, além de obrigar todas as prensas de sua gravadora, a RCA, a trabalhar para atender aos pedidos de seus discos. Depois disso, com a ascensão da bossa nova, se afastou um pouco dos palcos dos grandes centros e passou a se apresentar em cidades do interior, onde sempre continuou extremamente popular.




Sugestões de leitura

Dadá, a mulher de Corisco, esbanjava coragem de homem sem nunca deixar de ser feminina. De menina assustada passou a mulher destemida, ao lado dos cangaceiros, em suas fugas intermináveis pela caatinga. Mesmo vivendo sob tiros e cheiro de pólvora, teve sete filhos e foi capaz de fazer moda, costurando os famosos bornais usados pelos cangaceiros. As texturas de quimonos e gravuras de Picasso mostram uma outra maneira de se contar, por meio de imagens, as histórias do Nordeste brasileiro.


A história desse cangaceiro dá origem a muitas lendas. Elas foram criadas no Nordeste e se espalharam para as demais regiões brasileiras. Em sua vida, Lampião não conheceu apenas o sofrimento e a violência. O amor compartilhado por ele e Maria Bonita foi arrebatador. Isso prova que alguns encontram um companheiro para sempre: seja na terra, no céu ou no inferno. 





Livro: LAMPIÃO NA CABEÇA
Autor: Luciana Sandroni


Com uma arma apontada para a cabeça, Helena tem que escrever a biografia de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Com o rei do cangaço, não tem brincadeira. Promessa é promessa. E deve ser cumprida a qualquer custo. Helena é a narradora deLampião na cabeça, primeiro livro de Luciana Sandroni pela Editora Rocco. Por meio da personagem, a premiada escritora de livros infantojuvenis recria a controversa trajetória de Lampião – do menino tranquilo ao temido cangaceiro que entrou para a história como um homem perigoso e violento – em um livro instigante, que conta ainda com belas ilustrações e projeto gráfico assinados por André Neves.
Em suas pesquisas, Helena descobre que Virgulino foi um menino esperto e inteligente. Terceiro de nove filhos, cresceu ouvindo as histórias dos cangaceiros famosos cantadas pelos artistas populares da época e brincando de “Polícia e cangaceiro”, o equivalente ao “Polícia e ladrão” da cidade. Desde os seis anos, ajudava o pai com os carneiros e as cabras na pequena fazenda da família, e na juventude se tornou muito habilidoso na arte do couro, além de ótimo vaqueiro, excelente dançarino de xaxado e tocador de sanfona de oito baixos. Mas por que então foi se meter no cangaço?
Virgulino virou Lampião para vingar a morte do pai, em 1921. As rixas entras as famílias eram muito comuns na época e a justiça era feira “aqui e agora”. Uma vingança puxa outra e... Virgulino nunca mais deixou de ser Lampião. Atuou no cangaço dos 19 aos 41 anos, tornando-se o bandido mais importante do século XX. Eternizou a imagem do cangaceiro – chapéu de couro com a aba virada para cima enfeitada com moedas de ouro, as cartucheiras se cruzando no peito – e até hoje é amado e odiado.
Se Lampião foi uma espécie de Robin-Hood do sertão ou apenas um cabra da peste egoísta e sanguinário que espalhava o medo e a opressão pelos povoados onde passava, até hoje há controvérsias. Mas que sua história é fascinante, quanto a isso não resta dúvida. É justamente essa história aberta a várias interpretações que Luciana Sandroni conta no arretado Lampião na cabeça. Com uma narrativa criativa, que mistura ficção e dados reais e reflete ainda sobre o papel do escritor, a autora mostra que toda história pode ser contada de várias maneiras. E é bom não se esquecer disso, senão o couro vai comer!



Alguns livros sobre Folclore que constam em nosso acervo




















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